sexta-feira, 16 de maio de 2014

Review: Ricardo Piglia arquiteta genialmente uma grande metáfora do homem comum em seu “Respiração artificial”


Eu poderia começar este review – ou talvez fundamentar quase todo ele – com breves observações ou alertas para os cuidados que se deve ter antes de se lançar à leitura de “Respiração Artificial”, mas eu poderia correr o risco de preterir o caráter de clássico argentino que o livro adquiriu sem nem perceber a infâmia que estaria cometendo. Ou eu poderia ainda apenas narrar as minhas peripécias enquanto leitora do livro que é pauta deste texto. Mas eu não os farei; ressalvas quanto à genialidade do autor não são poucas e se fazem mais úteis aqui.